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anabelac 28th September 2010 14:12

Mediação – Construção de Pontes
 
Sobre:“Mediação – Construção de Pontes Para uma Melhor Compreensão das Margens”, de Ana Paula Lima

Da leitura do documento realça a noção de que a abrangência do papel de um mediador ainda não está definido.

Do mediador de conflitos ao mediador intercultural, do conhecimento, o papel do mediador tem repassar diversas realidades, diversos conflitos, sejam eles sociais, culturais, de informação ou de conhecimento, funcionar de forma bidireccional.

A mediação de conflitos deve constituir uma forma continuada e enquadrada de acção junto dos conflituantes, envolvendo a comunidade que rodeia o individuo, sejam familiar ou institucional, para interagir a vários níveis de intensidade (pontual e permanentemente), actuando sistémicamente, interelacionando todos os indivíduos com todos os espaços em que ele se move na Sociedade.

Na educação e prevenção de conflitos tem de ser persistente, reeducando atitudes, provocando a mudança construtiva.

A mediação tem que ultrapassar as fronteiras das situações de desfavorecimento social e de exclusão e, no terreno, construir interacções (pontes) entre os indivíduos, continuadamente:
- conhecendo a realidade de actuação
- criando receptividade onde vai decorrer a actuação
- planeando a acção incluindo todos os intervenientes

O conflito não é obrigatoriamente negativo, podendo servir a construção positiva. O conflito é uma situação normal num sistema social e é fundamental ao desenvolvimento dos sistemas.

O mediador deve gerir a interculturalidade, favorecendo a compreensão mutua, aprendizagem de convivência, a regulação e prevenção de conflitos, criando empatias, sendo neutral e imparcial, mas ao mesmo tempo um animador. Deve catalizar e transformar a linguagem do conflito (activo ou passivo) num código entendivel por todas as partes.

A mediação deve gerar empowerment, novo conhecimento, espírito critico, formar públicos.